Novo acordo ortográfico – Parte IV
Aqui estou mais uma vez para discutir o novo acordo ortográfico da lÃngua portuguesa. O assunto que me traz aqui hoje é o uso do hÃfen, que segundo o novo acordo irá sofrer algumas alterações.
Assim, vejamos as regras gerais do uso do hÃfen.
O hÃfen deve ser usado em:
- Palavras compostas em que a última vogal do prefixo é igual à inicial do sufixo. Excepção para o prefixo co- (que se junta ao sufixo o). Exemplos: micro-organismo, micro-ondas, cooperar (excepção).
- Termos cientÃficos relacionados com as ciências Zoologia e Biologia. Exemplos: couve-flor.
O hÃfen deve ser suprimido em:
- Formas do verbo “haver de“. Exemplos: hei de, hás de, há de.
- Palavras compostas em que o prefixo termina em vogal e o sufixo da seguinte se inicia com um s ou um r. Neste caso, dobra-se essa consoante. Exemplos: cosseno, contrarregra, antirreligioso.
- O prefixo termina numa vogal diferente da vogal inicial do sufixo. Exemplos: autoestrada.
Analisando do ponto de vista pessoal, concordo com a introdução do hÃfen em palavras como microorganismo (micro-organismo), pois acho que facilita a escrita e a leitura. Por outro lado, discordo da supressão do hÃfen em palavras como co-seno (cosseno), pelas razões opostas, ou seja, creio que torna a escrita e leitura mais difÃceis para estudantes da lÃngua.
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A reforma ortografica não poderia nesses casos dobra as consoantes (s) ou (r), pois seria mais interessantes so apenas juntas o prefixo com sufixo que ficaria na mesma situação dos leitores entender.
Por outro lado, discordo da supressão do hÃfen em palavras como co-seno (cosseno), pelas razões opostas, ou seja, creio que torna a escrita e leitura mais difÃceis para estudantes da lÃngua.
Viva Gustavo,
Desde já muito obrigado pelo seu comentário. De facto, concordo com aquilo que escreveu. As mudanças na hifenização irão realmente tornar muito mais fácil a escrita e provocar menos erros. Quanto ao intercâmbio entre paÃses lusófonos, é verdade que muitos paÃses têm expressões próprias e que outros paÃses de lÃngua portuguesa não vão entender ou achar que não têm sentido.
Cumprimentos.
*norma ortográfica.
As mudanças simplificarão muito a hifenização de palavras derivadas e compostas, assunto, por sinal, que, de acordo com a norma ortografia atual, gera muita dor de cabeça, mesmo aos doutos em ortografia. A reforma, entretanto, é falaciosa quanto à proposta de melhoria de intercâmbio entre os paÃses lusófonos ou mesmo de unificação. Aposto que a maioria dos leitores brasileiros não saberia dizer que “berbequim para betão” significa “furadeira para concreto”, tal como algumas expressões brasileiras não seriam bem entendidas por todos os leitores portugueses, moçambicanos, angolanos etc. A questão é mais profunda, reside nessas diferenças lexicais. Um abraço deste cearense, e até outros comentários.