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Novo acordo ortográfico – Parte IV

7 de Dezembro de 2008

Aqui estou mais uma vez para discutir o novo acordo ortográfico da língua portuguesa. O assunto que me traz aqui hoje é o uso do hífen, que segundo o novo acordo irá sofrer algumas alterações.

Assim, vejamos as regras gerais do uso do hífen.

O hífen deve ser usado em:
- Palavras compostas em que a última vogal do prefixo é igual à inicial do sufixo. Excepção para o prefixo co- (que se junta ao sufixo o). Exemplos: micro-organismo, micro-ondas, cooperar (excepção).
- Termos científicos relacionados com as ciências Zoologia e Biologia. Exemplos: couve-flor.

O hífen deve ser suprimido em:
- Formas do verbo “haver de“. Exemplos: hei de, hás de, há de.
- Palavras compostas em que o prefixo termina em vogal e o sufixo da seguinte se inicia com um s ou um r. Neste caso, dobra-se essa consoante. Exemplos: cosseno, contrarregra, antirreligioso.
- O prefixo termina numa vogal diferente da vogal inicial do sufixo. Exemplos: autoestrada.

Analisando do ponto de vista pessoal, concordo com a introdução do hífen em palavras como microorganismo (micro-organismo), pois acho que facilita a escrita e a leitura. Por outro lado, discordo da supressão do hífen em palavras como co-seno (cosseno), pelas razões opostas, ou seja, creio que torna a escrita e leitura mais difíceis para estudantes da língua.

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  1. 4 de Maio de 2009 às 18:29 | #1

    A reforma ortografica não poderia nesses casos dobra as consoantes (s) ou (r), pois seria mais interessantes so apenas juntas o prefixo com sufixo que ficaria na mesma situação dos leitores entender.
    Por outro lado, discordo da supressão do hífen em palavras como co-seno (cosseno), pelas razões opostas, ou seja, creio que torna a escrita e leitura mais difíceis para estudantes da língua.

  2. 29 de Dezembro de 2008 às 12:39 | #2

    Viva Gustavo,

    Desde já muito obrigado pelo seu comentário. De facto, concordo com aquilo que escreveu. As mudanças na hifenização irão realmente tornar muito mais fácil a escrita e provocar menos erros. Quanto ao intercâmbio entre países lusófonos, é verdade que muitos países têm expressões próprias e que outros países de língua portuguesa não vão entender ou achar que não têm sentido.

    Cumprimentos.

  3. 29 de Dezembro de 2008 às 03:08 | #3

    *norma ortográfica.

  4. 29 de Dezembro de 2008 às 03:00 | #4

    As mudanças simplificarão muito a hifenização de palavras derivadas e compostas, assunto, por sinal, que, de acordo com a norma ortografia atual, gera muita dor de cabeça, mesmo aos doutos em ortografia. A reforma, entretanto, é falaciosa quanto à proposta de melhoria de intercâmbio entre os países lusófonos ou mesmo de unificação. Aposto que a maioria dos leitores brasileiros não saberia dizer que “berbequim para betão” significa “furadeira para concreto”, tal como algumas expressões brasileiras não seriam bem entendidas por todos os leitores portugueses, moçambicanos, angolanos etc. A questão é mais profunda, reside nessas diferenças lexicais. Um abraço deste cearense, e até outros comentários.

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